O Supremo Tribunal do Chile autorizou hoje a extradição do ex-Presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000) para o Peru, onde é acusado de corrupção e violação dos direitos humanos.
A extradição foi acordada por dois casos de violação dos Direitos do Homem e cinco "dossiers" de corrupção, precisou o Presidente da segunda câmara do Supremo, Alberto Chaigneau.
Esta deliberação do Supremo chileno não poderá ser alvo de apelo.
Fujimori, de 69 anos, está a viver no Chile desde Novembro de 2005, quando foi detido ao abrigo de um mandado de captura internacional, depois de ter saído do Japão. Filho de imigrantes japoneses, Fujimori possui dupla nacionalidade peruana e nipónica, o que lhe permitiu passar cinco anos em Tóquio a salvo dos processos judiciais entretanto desencadeados no Peru.
No Outono de 2005, regressou à América Latina, para preparar o seu regresso à política activa, mas foi detido no aeroporto de Santiago, a pedido da Justiça peruana. Desde então, encontra-se em prisão domiciliária.A Administração de Fujimori caiu no ano 2000, na sequência de um escândalo de corrupção.
A justiça peruana quer agora acusar formalmente Fujimori de ter desviado 15 milhões de dólares e de ter usado diversas medidas antiterroristas - incluindo dois alegados massacres - para desmantelar o grupo rebelde maoísta Sendero Luminoso. Muitos peruanos, porém, ainda admiram Fujimori por ter aplacado a revolta dos insurgentes.
Aclamado pelos seus apoiantes como o homem que resgatou o país de uma grave crise económica e pôs fim aos grupos de guerrilha, Fujimori é acusado pelos seus detractores de ter minado as instituições democráticas peruanas e de atropelos aos direitos humanos.
A extradição foi acordada por dois casos de violação dos Direitos do Homem e cinco "dossiers" de corrupção, precisou o Presidente da segunda câmara do Supremo, Alberto Chaigneau.
Esta deliberação do Supremo chileno não poderá ser alvo de apelo.
Fujimori, de 69 anos, está a viver no Chile desde Novembro de 2005, quando foi detido ao abrigo de um mandado de captura internacional, depois de ter saído do Japão. Filho de imigrantes japoneses, Fujimori possui dupla nacionalidade peruana e nipónica, o que lhe permitiu passar cinco anos em Tóquio a salvo dos processos judiciais entretanto desencadeados no Peru.
No Outono de 2005, regressou à América Latina, para preparar o seu regresso à política activa, mas foi detido no aeroporto de Santiago, a pedido da Justiça peruana. Desde então, encontra-se em prisão domiciliária.A Administração de Fujimori caiu no ano 2000, na sequência de um escândalo de corrupção.
A justiça peruana quer agora acusar formalmente Fujimori de ter desviado 15 milhões de dólares e de ter usado diversas medidas antiterroristas - incluindo dois alegados massacres - para desmantelar o grupo rebelde maoísta Sendero Luminoso. Muitos peruanos, porém, ainda admiram Fujimori por ter aplacado a revolta dos insurgentes.
Aclamado pelos seus apoiantes como o homem que resgatou o país de uma grave crise económica e pôs fim aos grupos de guerrilha, Fujimori é acusado pelos seus detractores de ter minado as instituições democráticas peruanas e de atropelos aos direitos humanos.
By: Público

