Na Praça da Sorbonne, no coração do Quartier Latin em Paris, na passada segunda-feira, começou uma semana de homenagem pelo 40º aniversário da sua morte, organizada pela Associação França-América Latina.
Amanhã, quarta-feira, dia 10, está agendada uma projecção de um documentário (do cineasta Maurice Dugowson), intitulado "El Che Guevara, investigação sobre um homem lendário".
O ex-correspondente (na América Latina) do jornal "Le Monde", Pierre Kalfon, participará num debate acerca dele.
Che é, 40 anos mais tarde, um ícone de vendas no mundo capitalista. Tornou-se então para além de "revolucionário internacional", uma "ferramenta de marketing".
Há até um estilista que decidiu, na sua nova colecção, estampar a foto de Che Guevara em biquinis. "O que vem agora? Mochilas do Hitler ? Utensílios domésticos do Pol Pot? Meias-calças do Pinochet?", dizia o editorial do Investor's Business Daily, criticando o facto da imagem de Che ter assim "perdido o significado".


