sábado, janeiro 23, 2010

Livros sem respostas pertinentes

Pareço uma criancinha: E quando este blogue acabar? E quando eu fizer dezassete anos? E quando eu morrer?
O Livro dos Porquês não tem as respostas que eu quero. Vamos lá tentar uma que comece pela famosa palavrinha... Hum... Porque é que estou confusa? Porque é que não consigo concentrar-me numa só coisa ao mesmo tempo? Porque é que tinha planeado ir para a cama há meia-hora e ainda estou aqui? O livro também não tem essas respostas, vou tentar o Livro das Mães...

Um início

Fui hoje ao Cinema City em Alvalade (sítio acolhedor) ver "Julie & Julia". «Devia ter tomado café» pensava eu durante uma boa meia-hora do filme. Mas afastando-nos do conteúdo da película, realizei algo importante: podia estar a fazer tanta coisa naquele momento. Até me sinto ridícula a dizer isto... Não sei como expor os meus pensamentos sem cair no eterno cliché, este cliché que tanto tento combater, este cliché que determina se um trabalho é um trabalho ou uma obra de Arte! Hoje definitivamente não estou bem... Nada do que tinha para escrever vai ser postado. Estou a exercer uma espécie de autocensura: sou tão crítica em relação a tudo (privilegiando sobretudo a originalidade) que não posso deixar de me conter.
Mas quem disse que a vida era demasiado curta, tinha razão

Um fim

É interessante ver como nada é permanente. Pode parecer uma constatação muito banal mas tudo o que começa parece ter um fim.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

A Cidade























Estes últimos dias, não tenho tido grande vontade de escrever. Mas existe ealmente algo que não posso deixar de mencionar no meu cantinho. Fui na sexta-feira passada, assistir à peça "A Cidade" em exibição no S. Luiz e devo dizer que gostei bastante. Há quem a considere um ataque à Mulher, já que através de várias cenas que têm lugar na Grécia antiga, se imagina como seria uma tomada de poder das mulheres (o resultado não é feliz). Eu pessoalmente interpretei como sendo uma demonstração de que a utopia não é aplicável. Ao fim ao cabo, realizamos que a prática difere bastante da teoria e foi o que retive essencialmente.
De resto, os actores são excelentes: Luís Miguel Cintra que é igualmente encenador, Bruno Nogueira, Maria Rueff, Nuno Lopes etc, aos quais nos habituámos a ver - quer na televisão quer no teatro - e Carolina Villaverde Rosado que se estreia no mundo da representação, brilhando na peça.
O único aspecto negativo que poderá ter é a duração. É longa mas no intervalo pode-se sempre tomar um cafezinho para "arrebitar".
Aconselho-vos mesmo, caros leitores, a dirigirem-se ao Teatro S. Luís o quanto antes. Se não concordarem com a minha crítica, agradeço que comentem.

Darei notícias, por agora no meu sono de beleza vou trabalhar........