quarta-feira, dezembro 26, 2007
Toxicodependência
Mas o assunto que me leva a escrever é outro, e está relacionado com a saúde e a legislação:
Presumo que seja do seu conhecimento, o facto de que se consumir ou possuir droga, em Santarém, terá eventualmente que pagar uma multa ou ser enviado para tratamento dos Toxicodependentes, porém, se o mesmo acontecer no distrito de Lisboa, Guarda, Viseu, Bragança e Faro, não será repreendido.
Actualmente, existem seis distritos em Portugal, nos quais se se possuir ou comprar droga (em pequenas quantidades, é claro), não tem consequências algumas, já que as comissões de dissuasão da toxicodependêcia destes mesmos distritos, não têm poder decisório (por falta de pessoal).
Eu pessoalmente, não concordo com o facto de num só país, haver tantas diferenças para a legislação. Mas se reflectirmos um pouco sobre o assunto, lembrar-nos-emos certamente do que se passou a seguir à despenalização do aborto em Portugal: o D. Alberto João Jardim, decidiu que, como nas Ilhas da Madeira (que é onde tem o seu reinozinho ditatorial), a maior parte das pessoas votou "Não", então ele "respeitaria" a vontade dos cidadãos madeirenses. Ora não faz sentido nenhum: somos um país! Não somos um país + ilhas, as ilhas fazem parte do país! Sinceramente não entendo...
sábado, dezembro 01, 2007
HIV/sida em Portugal a diminuir?
Até ao final de Setembro deste ano, estavam registados em Portugal mais de 32 mil casos da doença, com um relatório das Nações Unidas a indicar Portugal como o quarto país da Europa Ocidental com mais casos novos diagnosticados em 2006.
De acordo com o ministro da Saúde, a principal arma para combater esta realidade passa pela educação, informação e conhecimento, sobretudo nas escolas, bem como por "uma distribuição muito vasta de preservativos". "É muito importante que a educação se faça desde o nível de educação primário ou secundário", defendeu Correia de Campos, adiantando que os alunos são eles próprios "informadores para a sua família".
O membro do Governo lembrou que, do lado da evolução positiva, o número de casos de transmissão da doença de mães para filhos caiu de 25 por cento para apenas dois por cento e que as infecções através de seringas também têm vindo a diminuir. Quanto à intervenção nas prisões junto dos reclusos, nomeadamente através da distribuição de seringas, o ministro limitou-se a referir que o processo está a decorrer, remetendo outros pormenores para o Ministério da Justiça.
Questionado ainda sobre a proposta já avançada pelo Ministério da Saúde de colocar medicamentos anti-retrovirais à venda nas farmácias, Correia de Campos apenas adiantou que se trata de "um processo que precisa do acordo de três entidades" - hospitais, farmácia e cidadãos - e que não avançará sem a concordância das três partes. "Os cidadãos receiam uma situação de estigma, têm um desejo e um direito de ter a sua privacidade reservada", acrescentou.
A venda de anti-retrovirais nas farmácias foi proposta por Correia de Campos e conta com a reprovação da Ordem dos Médicos, que considera que se trataria de uma situação de grande risco para a saúde pública.
Também o coordenador nacional para a infecção por HIV/sida destacou igualmente que o número de casos está a diminuir em Portugal, considerando, no entanto, que é essencial reforçar a prevenção. Segundo Henrique Bastos, tem havido nos últimos tempos uma tentativa de promover "as declarações de casos", o que poderá ter levado a um aumento das notificações, ainda assim "não são infecções novas", mas sim doentes portadores da infecção há vários anos.
In Público
sábado, novembro 24, 2007
The Virtuoso

LOCAL
Lisboa, Casa do Artista - Teatro Armando Cortez - Est. Pontinha, 7
HORÁRIOS
De 22-11-2007 a 15-12-2007
PREÇO
12€ / estudantes > 8€
AUTOR
Thomas Shadwell
GRUPO
The Lisbon Players
terça-feira, novembro 20, 2007
Greve em França
“Não vou ceder e não vou recuar”, disse Sarkozy no congresso dos autarcas de França, no sétimo dia de greve dos transportes contra as alterações aos regimes especiais de reforma.
“A França precisa de reformas para superar os desafios que o mundo lhe impõe. Estas reformas já chegam demasiado tarde”, afirmou na sua primeira intervenção pública desde o início dos protestos.
“Depois de tantas hesitações, tantos recuos, tornou-se necessária uma verdadeira rotura para impedir o declínio”, acrescentou o Presidente francês, lembrando que foi eleito, em Maio, com um programa de “ruptura”.
Os funcionários pedem ainda aumentos salariais e protestam contra a supressão de postos de trabalho.
In Público
sábado, novembro 10, 2007
Cavaco defende aproximação entre UE e América Latina
No Chile, numa intervenção perante a Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas (CEPAL), um organismo das Nações Unidas, Cavaco Silva fez um historial das vantagens de integração europeia, cujas vantagens o Presidente da República diz serem «visíveis» em Portugal.No seu discurso, Cavaco Silva exaltou também o papel da Comissão Europeia neste processo, e não esqueceu o seu presidente, Durão Barroso. «Estou convencido de que, sem a Comissão - actualmente presidida por um português que fez parte do meu Governo durante dez anos - não teria sido possível garantir consistência, coerência e sustentabilidade ao processo de integração europeia», afirmou. Cavaco Silva lembrou o longo caminho percorrido desde o Tratado de Roma ao recém-acordado Tratado de Lisboa e deixou uma mensagem de optimismo. «Julgo não exagerar ao dizer que a ideia de unidade europeia é uma utopia que tem vindo a ser pragmaticamente realizada», afirmou.Cavaco diz que UE pode ser bom exemplo para América LatinaCavaco Silva salientou também que «para Portugal, torna-se particularmente claro que é hora de reafirmar a prioridade estratégica que a América latina deve representar para a União Europeia».Cavaco Silva salientou que «os estados latino-americanos são estados próximos da Europa», considerando que «seria imperdoável não valorizar e não tirar todo o partido» da singularidade que une as duas regiões. O Presidente da República apontou um desafio à América Latina em matéria de integração, considerando que o modelo de organização da União Europeia pode servir de «fonte inspiradora». «Visto do lado europeu, e tendo em conta as afinidades e convergência de interesses dos países latino-americanos, parece existir um elevado potencial, ainda relativamente inexplorado, em matéria de cooperação e de integração económica regional. Este é, naturalmente, um desafio que cabe aos povos latino-americanos dar resposta», disse.
in TSF Online
sexta-feira, outubro 26, 2007
Chumbo por faltas
Justificadas ou injustificadas, as faltas dos alunos do ensino básico e secundário deixam de ter consequências, a não ser a realização de uma ou várias provas de recuperação para os estudantes que excedam os limites de faltas definidos por lei.
Esta é a mais polémica medida que consta da proposta do novo Estatuto do Aluno dos ensinos básico e secundário, aprovada anteontem na especialidade pela comissão parlamentar de Educação apenas com os votos favoráveis do PS e a rejeição em bloco de todos os partidos da oposição. O líder do CDS/PP, Paulo Portas, já veio pedir o veto do Presidente da República.
Às denúncias públicas de que os socialistas pretendem, desta forma, camuflar, a ulteriori, os números do abandono e do insucesso escolar, o PS defende-se, argumentando que quer "uma escola pública inclusiva", dando nova oportunidade de aprendizagem aos alunos que queiram regressar à escola e que não os exclua "por conta, apenas, de um determinado número de faltas". Para o grupo parlamentar do PS, "o objectivo deve ser o combate ao absentismo, reagindo imediatamente à ausência do aluno da escola, cativando-o para o estudo e para o seu rápido regresso". Em defesa da proposta, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, entende que se deu um passo em frente. "É uma medida generosa porque permite dizer ao aluno que a escola está sempre aberta", afirma, convicto de que a questão do excesso de faltas injustificadas será "a excepção e não a regra".
A controvérsia instalou-se depois de serem conhecidas as alterações que o PS introduziu à proposta do Governo, aprovada na generalidade em Abril passado. A retenção no mesmo ano de escolaridade, ou a inibição de frequência das disciplinas para os estudantes que se encontrem fora da escolaridade obrigatória e tenham excedido o limite de faltas injustificadas, deixou de existir, ao contrário do que constava na proposta inicial do Governo. Agora, são as escolas a ter de resolver o absentismo com provas de recuperação para os alunos que excedam o limite de faltas, justificadas ou não.
in público
terça-feira, outubro 09, 2007
Che Guevara 40 anos!
Na Praça da Sorbonne, no coração do Quartier Latin em Paris, na passada segunda-feira, começou uma semana de homenagem pelo 40º aniversário da sua morte, organizada pela Associação França-América Latina.
Amanhã, quarta-feira, dia 10, está agendada uma projecção de um documentário (do cineasta Maurice Dugowson), intitulado "El Che Guevara, investigação sobre um homem lendário".
O ex-correspondente (na América Latina) do jornal "Le Monde", Pierre Kalfon, participará num debate acerca dele.
Che é, 40 anos mais tarde, um ícone de vendas no mundo capitalista. Tornou-se então para além de "revolucionário internacional", uma "ferramenta de marketing".
Há até um estilista que decidiu, na sua nova colecção, estampar a foto de Che Guevara em biquinis. "O que vem agora? Mochilas do Hitler ? Utensílios domésticos do Pol Pot? Meias-calças do Pinochet?", dizia o editorial do Investor's Business Daily, criticando o facto da imagem de Che ter assim "perdido o significado".

sexta-feira, setembro 28, 2007
Reunião de Chefes de Estado
Bush mencionou também que realizar-se-á uma reunião de chefes de Estado até ao Verão de 2008 no intuito de finalizar um objectivo mundial a longo prazo de redução das emissões de GEE (gases com efeito de estufa) , que inclua a China e a Índia. No entanto, insistiu no facto de que as reduções devem ser voluntárias e não obrigatórias.
sábado, setembro 22, 2007
Chile autoriza extradição de ex-Presidente Fujimori para o Peru
A extradição foi acordada por dois casos de violação dos Direitos do Homem e cinco "dossiers" de corrupção, precisou o Presidente da segunda câmara do Supremo, Alberto Chaigneau.
Esta deliberação do Supremo chileno não poderá ser alvo de apelo.
Fujimori, de 69 anos, está a viver no Chile desde Novembro de 2005, quando foi detido ao abrigo de um mandado de captura internacional, depois de ter saído do Japão. Filho de imigrantes japoneses, Fujimori possui dupla nacionalidade peruana e nipónica, o que lhe permitiu passar cinco anos em Tóquio a salvo dos processos judiciais entretanto desencadeados no Peru.
No Outono de 2005, regressou à América Latina, para preparar o seu regresso à política activa, mas foi detido no aeroporto de Santiago, a pedido da Justiça peruana. Desde então, encontra-se em prisão domiciliária.A Administração de Fujimori caiu no ano 2000, na sequência de um escândalo de corrupção.
A justiça peruana quer agora acusar formalmente Fujimori de ter desviado 15 milhões de dólares e de ter usado diversas medidas antiterroristas - incluindo dois alegados massacres - para desmantelar o grupo rebelde maoísta Sendero Luminoso. Muitos peruanos, porém, ainda admiram Fujimori por ter aplacado a revolta dos insurgentes.
Aclamado pelos seus apoiantes como o homem que resgatou o país de uma grave crise económica e pôs fim aos grupos de guerrilha, Fujimori é acusado pelos seus detractores de ter minado as instituições democráticas peruanas e de atropelos aos direitos humanos.
quarta-feira, setembro 12, 2007
11 de Setembro
Notícias da Globo (em brasileiro)
Notícias da CNN (em inglês)
terça-feira, agosto 07, 2007
Madeleine McCann - 3 meses

Soube-se recentemente também que a polícia já há um mês que estava ocorrente de que ela morrera logo na noite em que foi dada por desaparecida. A polícia tem desde então estado de olho na família e no círculo de amigos mais próximo.
Segundo o Diário de Notícias, as versões do pai, dos familiares e amigos, não batiam certo umas com as outras, o que contribuiu para aumentar as dúvidas sobre a teoria de um sequestro.
A atitude de Gerry e Kate McCann mudou muito nos últimos tempos: antes procuravam a Imprensa para divulgar a causa e agora, evitam os jornalistas... Será apenas uma coincidência?
sexta-feira, julho 06, 2007
DESAPARECIMENTO DE HENRIQUE VIANA
No seu vasto trabalho como actor, também fez muito teatro de revista, séries televisivas, novelas etc. Ficou marcado por desempenhar sempre de uma forma extraordinária e mantendo sempre a boa disposição à qual estávamos habituados.
Eram poucas as pessoas que estavam ocorrentes da doença de que o actor sofria, mesmo aquelas que com ele trabalharam, afirmando que tinham ficado muito surpresas, pois ele não deixava transparecer nada, parecendo uma pessoa muito saudável e sempre com muita energia.
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O que me choca é o facto de não se ter divulgado tanto a notícia do falecimento de Viana...
Em comparação à morte de Francisco Adam (que fazia de "Dino" da série juvenil Morangos com Açúcar), que foi tão falada e comentada; este desparecimento passou praticamente despercebido a muita gente.
Atenção: não estou aqui a tentar discutir que morte tem mais importância, porque evidentemente isso não é "discutível", até porque Francisco Adam era muito mais novo e pela "lei da vida", este teria mais para viver. Só no meu entender, Henrique Viana, que na sua vida, tinha trabalhado muito mais como actor, deveria ter uma homenagem mais "digna"...
Curiosidade: Henrique Viana também participou em Morangos com Açúcar, embora tenha sido
apenas nas férias de Verão.
terça-feira, junho 26, 2007
domingo, junho 24, 2007
Filmes em Portugal não são em português mas sim em inglês
Primeiro pensei que fosse por uma razão económica: por Portugal não se poder dar ao luxo de pagar as dobragens em estúdio, porém, rapidamente me apercebi que mesmo quando há o filme em português disponível, a televisão opta geralmente pela versão original, o que agrada grande parte dos portugueses, que já estão habituados.
Mas se formos a ver, os portugueses analfabetos (que mesmo assim não são poucos), não têm acesso ao conteúdo dos diversos filmes que passam, quer na Fox, quer na Fox Life, AXN etc. O mesmo se passa nos quatro canais (RTP1, RTP2, SIC, TVI).
Então o que é que estes vêem? Acho que é por essas e por outras que Portugal se pôs a ver a Floribella...
Como disse anteriormente, os desenhos-animados são dobrados, mas apenas os que se destinam aos mais novos:
Peguemos então exemplo dos Simpsons. É uma crítica social, um humor inteligente, uma história que conta o dia-a-dia do americano. É legendado.
Peguemos agora nos exemplos do Family Guy e American Dad: Estes são também do mesmo género que os Simpsons, sendo também em inglês.
domingo, junho 10, 2007
Alerta Chile!
Ora, debaixo dos glaciares, encontram-se metais, como o ouro, prata entre outros, que em dinheiro, dariam muitos biliões de dólares. Surgiu então um projecto, para extrair estes metais, só que para isso será evidentemente preciso destruir estes glaciares que têm milhares de anos; algo que nunca fora antes realizado. Criar-se-ão então dois rios: um para a extracção e o outro para despejos, já que as companhias mineiras nada reciclam.
O projecto tem o nome de "Pascua Lama" e será realizado por uma multinacional da qual é socio o nosso amiguinho Bush pai...
O pior de tudo é que se este projecto for mesmo para a frente, não só se destruirão os glaciares e as reservas, como também juntam dois rios que abastecem a zona, devolvendo então a água às pessoas, com a única utilizção possível - a rega - ou seja, prejudicial para a sáude dos homens ou dos animais que dela beberem.
Moral da história: Para cúmulo dos cúmulos, todo o ouro extraído irá directamente para os EUA, não restando nada aos chilenos - a não ser é claro, as epidemias e doenças que surgirão mais cedo ou mais tarde...
Poucas pessoas sabem disto, peço então que a mensagem se espalhe, partilhando esta informação com todos!
Anda a cricular também um e-mail a informar.
domingo, junho 03, 2007
A Candidatura de HELENA ROSETA
Primeiro que tudo, acho um perfeito disparate terem sido adiadas para Julho. Para quê adiar? É que ainda por cima escolheram uma péssima altura, em que toda a gente está de férias! Há quem pense que isto favorisará os partidos mais pequenos, como por exemplo o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, que o disse há algum tempo atrás. A mim pessoalmente não é isso que me preocupa, agora o que é sem dúvida inapropriado é adiar umas eleições para uma altura em que se sabe que ninguém está disponível... Já sabemos que o nível de abstenção em Portugal costuma ser relativamente elevado, quanto mais se as eleições forem durante as férias...
Passando à frente, eu apoio a candidatura da deputada Helena Roseta, eis o COMPROMISSO ELEITORAL (que se encontra também no site http://cidadaosporlisboa.org/):
1. No dia 9 de Maio anunciei que estava disponível para me candidatar, com um movimento de cidadãos, à Câmara Municipal de Lisboa. Em apenas nove dias, os lisboetas deram a primeira resposta. Recolhemos mais de 5.500 assinaturas e todos os dias continuam a chegar mais. Ultrapassámos largamente o número de 4000 exigido na lei. Foi uma primeira vitória da cidadania. A decisão do Tribunal Constitucional sobre os recursos apresentados permitiu repor a legalidade e a igualdade de oportunidades de todas as candidaturas. Foi também uma vitória da democracia, contra a batota e contra as habilidades de secretaria.
2. Candidato-me a governar Lisboa porque não me conformo com o marasmo e o declínio da minha cidade. Lisboa está a perder o seu principal recurso que são as pessoas. Em apenas vinte anos perdeu mais de um terço dos seus habitantes. Uma cidade assim não é sustentável. O despovoamento de Lisboa não se resolve só em dois anos nem com medidas voluntaristas. Mas podemos desde já começar a inverter o ciclo, agindo sobre as principais causas. O envelhecimento demográfico combate-se abrindo novas oportunidades de residência e emprego na cidade. Para isso, é preciso pôr termo à desregulação do mercado imobiliário. E é preciso construir, de forma participada, uma nova visão para a cidade, que permita fazer convergir os esforços de todos os que decidem, trabalham, actuam e vivem na cidade.
3. Coloco os interesse da cidade acima dos interesses partidários. Dediquei uma parte importante da minha vida a lutar, dentro de partidos políticos, pela qualidade da democracia e por uma vida melhor para as pessoas. Reconheço e respeito o espaço próprio de intervenção dos partidos políticos. Mas nos últimos dois anos, e em especial nos últimos meses, assistimos todos à incapacidade de entendimento e convergência que levou à queda da Câmara. Estamos num momento grave de crise do governo local e crise da cidade. Já vivi outras situações de emergência, como as cheias catastróficas de Cascais, em 1984, quando estava à frente Câmara Municipal. Sei por experiência própria que em situações de emergência governar implica ser capaz de envolver todos numa estratégia comum. Lisboa precisa de um Programa de Emergência para os próximos dois anos. Sou a única candidata em condições de o propor a todas as forças políticas e de obter em torno dele o máximo consenso.
4. Lisboa não se resolve só em Lisboa. A cidade de Lisboa serve muito mais que os seus munícipes. Os que cá trabalham, os que a visitam, estrangeiros e nacionais. Há muita gente que gostaria de morar em Lisboa mas não encontra uma habitação condigna a preços acessíveis e acaba por ir viver para cada vez mais longe, engrossando todos os dias os caudais de tráfego que entram e saem da cidade e perdendo longas horas nesse vai-vém. Mas Lisboa tem dezenas de milhar de casas vazias. Esta situação é um desperdício e um escândalo social. No nosso Programa de Emergência lançaremos medidas imediatas para que as casas vazias possam voltar a ser ocupadas e desempenhar a sua função na cidade. A reabilitação urbana com fins sociais será uma das nossas mais altas prioridades.
5. Mais do que grandes projectos, Lisboa precisa de intervenções cirúrgicas que permitam curar as feridas da cidade e reconciliar os cidadãos com a beleza e o encanto mágico da capital. É o que chamamos “acupunctura urbana”, que não exige grandes meios mas sim conhecer bem os pontos nevrálgicos e actuar com precisão. É um método experimentado noutras cidades, que permite, por exemplo, recuperar e melhorar o espaço público existente (ruas, passeios, largos, praças, jardins ). Nos próximos dois anos, daremos prioridade a este tipo de intervenções em prejuízo de novos grandes projectos. Vamos cuidar do que está e inovar a partir do existente, respeitando a fisionomia da cidade. O carácter simbólico de Lisboa tem no património já edificado uma marca fortíssima e secular. Dar nova vida e novas funções a espaços que fazem parte do nosso imaginário colectivo é um dos maiores desafios políticos e culturais que hoje se colocam a Lisboa. Não aprovaremos nenhum grande projecto sem dar voz aos lisboetas, antes da decisão e não apenas depois dos actos consumados. Inovação e cidadania não são incompatíveis.
6. Não podemos ter uma cidade mais segura apenas através de meios policiais. O melhor meio de garantir a segurança é combater a solidão, em especial a dos idosos, e a desertificação de zonas inteiras da cidade, criando condições para que possam ser restauradas as relações de vizinhança. A comunidade vive mais segura “quando há olhos de sobra na rua”, como escreveu Jane Jacobs, grande referência em matéria de morte e vida das cidades. Combateremos a marginalidade, a exclusão social e a delinquência numa perspectiva integrada. A protecção da comunidade, sobretudo em certas zonas da cidade, quanto a fenómenos de tráfico organizado, exige competências, meios e convergência de esforços que a cidade deverá ser capaz de catalizar.
7. Queremos tornar Lisboa uma cidade mais acessível. A quantidade de barreiras arquitectónicas que prolifera na cidade, além de ilegal, é imoral. As pessoas com deficiência ou os carrinhos de bebé não podem ser sistematicamente impedidos de usar o espaço público que é de todos. Queremos restaurar um direito tão simples como o direito ao passeio e o lugar dos peões nas estratégias de acessibilidade e mobilidade. A cidade tem de voltar a ser para as pessoas, não apenas para os automóveis.
8. Lisboa precisa de se tornar mais atraente, com novas oportunidades de emprego, habitação, turismo, comércio e cultura. Não cabe à Câmara Municipal produzir directamente os principais bens e serviços de que a cidade precisa. Mas cabe-lhe um papel estratégico na definição de horizontes de futuro. Lisboa é a cidade com mais recursos universitários, científicos e de investigação do país. A inovação, a capacidade de gerar novos produtos, novos processos e novas ideias é hoje uma peça chave para a governança das cidades. Convidaremos a massa estudantil universitária e os agentes da inovação científica, tecnológica, empresarial e social a participar activamente no novo ciclo que temos de iniciar desde já em Lisboa.
9. Uma cidade insustentável é uma cidade ingovernável. Ambiente, economia, desenvolvimento social e cidadania são os quatro grandes pilares da sustentabilidade urbana. Nenhum deles pode ser descurado. Precisamos de reconciliar a Lisboa construída com o sistema vivo que a suporta e alimenta. Cuidar do rio, das águas subterrâneas, da estrutura verde, da qualidade do ar, é cuidar da saúde e sobrevivência de Lisboa. Precisamos de novas equações de recursos para “esverdear” a cidade, como foi feito em Curitiba, no Brasil, sob a liderança do meu amigo arquitecto Jaime Lérner. O défice de Lisboa não é apenas financeiro – é um défice de liderança e um défice de participação. Queremos governar a cidade pelos cidadãos, para os cidadãos e com os cidadãos.
10. Lisboa é uma cidade linda, uma das poucas cidades do mundo, como disse Paulo Varela Gomes. E no entanto deixou-se ficar para trás e não risca hoje no plano das cidades globais. Temos recursos históricos, paisagísticos, patrimoniais, culturais e sociais que fazem de Lisboa uma cidade única. Mas o desgoverno, a desregulação imobiliária, a congestão de tráfego, o excesso de circulação e estacionamento de carros particulares estão a virar a cidade contra as pessoas. A maioria dos lisboetas e dos que aqui trabalham vivem num “stress” constante, por múltiplas razões, mas também pela má organização da cidade. Lançaremos um conjunto de medidas para a gestão do tempo, que permitam facilitar o dia-a-dia das pessoas e das famílias. Cada bairro deve dispor dos requisitos básicos para a vida da comunidade. Valorizaremos a lógica de proximidade no comércio e no acesso aos serviços sociais essenciais. Um quotidiano mais fácil, onde os transportes públicos sejam mais acessíveis e eficientes, onde as pessoas com deficiência não sejam cidadãos de segunda, onde haja tempo e lugar para a vida familiar e para os amigos, onde haja menor solidão e onde seja agradável viver e conviver não é uma utopia. Há muitas cidades que o estão a conseguir. Lisboa tem de manter o que a faz única, mas tem também de acertar o passo com as melhores e mais modernas práticas de gestão urbana.
11. Lisboa foi historicamente uma cidade de “muitas e desvairadas gentes” onde, segundo as palavras de Damião de Góis, “eram mais os estrangeiros que os naturais”. A presença de diferentes etnias e diferentes culturas em Lisboa é uma presença fundadora. Lisboa fez-se nas lutas entre os povos do norte e os do sul, entre judeus, muçulmanos e cristãos. É também secular a presença em Lisboa de etnias africanas, com múltiplas marcas na cultura popular lisboeta. O próprio fado, segundo alguns autores, tem uma raiz em danças e cantares africanos popularizados no século dezanove. Hoje, outros povos e culturas nos demandam, do Brasil à Europa de Leste. A vinda destes “novos lisboetas” é uma oportunidade histórica para uma cidade que se despovoa. Não podemos desperdiçá-la.
12. As mulheres têm estado ausentes da concepção e das decisões sobre a cidade. E no entanto várias têm sido aquelas que, vindas dos mais diversos sectores partidários, têm dado provas da sua competência e da sua generosidade no desempenho de cargos autárquicos. Tenho pena de ser, até à data, a única mulher à frente de uma lista para as eleições intercalares de Lisboa. É tempo de iniciar na nossa cidade um novo ciclo, em que o governo seja partilhado por mulheres e homens e em que o saber, a experiência e a capacidade de gestão das mulheres não continuem a ser desvalorizados ou tornados invisíveis. É também por isso que me candidato: para dar maior visibilidade à urgência de pensar e fazer a cidade com todas e todos.
13. A democracia participativa é hoje uma realidade em muitas cidades. O poder local é, aliás, a escala mais apropriada para experiências inovadoras de participação no governo da cidade. O programa, o orçamento, as decisões urbanísticas, a regulação do tráfego, os grandes projectos, não podem ser decididos longe dos cidadãos ou nas suas costas. A energia social da sociedade civil tem de ser mobilizada com urgência na governação da cidade. A minha candidatura apela a esse capital sócio-cultural, às associações, aos movimentos sociais, cívicos e de opinião, às organizações não governamentais que fazem parte da vida e do pulsar de Lisboa. A presença de alguns desses rostos na nossa lista, ela própria suportada por assinaturas de cidadãos, é já um testemunho da direcção em que queremos prosseguir. A democracia participativa é possível e será para nós um método sistemático.
14. Governar Lisboa implica pôr a Câmara Municipal ao serviço da cidade e dos lisboetas. O Programa de Emergência que iremos apresentar assenta em três pilares: saúde financeira, liderança forte e coesa, transparência das decisões. A transparência não custa dinheiro. Transparência nas contas do município e do universo das empresas municipais – com publicitação no “site” da Câmara dos respectivos relatórios de gerência e dos resultados de auditorias externas. Transparência na gestão de recursos humanos, acabando com as práticas de contratação exagerada de assessores e com as nomeações políticas para as empresas municipais. O critério da fidelidade partidária tem de ser imediatamente substituído pelo critério da competência. Transparência nas decisões urbanísticas, exigindo que cada vez que se aprova uma alteração urbanística sejam previamente conhecidos os seus efeitos sobre o valor dos terrenos abrangidos, cujos titulares devem também ser publicitados. O poder de licenciar que as Câmaras Municipais detêm permite grandes multiplicações de valor dos terrenos, muito antes de se iniciar qualquer construção. Este poder, que é dos autarcas e dos quadros dirigentes do município, tem de ser escrutinado. É aqui que nasce grande parte das tentações de corrupção e de abuso de poder que minam a credibilidade do poder autárquico.
15. Lisboa precisa de equilibrar as suas contas. Do lado da despesa, isto significa racionalizar meios, consolidar as estruturas de gestão existentes (nomeadamente as Empresas Municipais ) e eliminar redundâncias. Será necessário reestruturar dívida, exigir mais dos serviços e menos de "pára-quedistas" exteriores, implementar a avaliação de desempenho dos funcionários da Câmara, a começar por todas as chefias, e levar a sério o controle de custos. Do lado da receita há que identificar os principais vectores de criação de valor, avaliar os benefícios gerados por Lisboa, determinar o respectivo perímetro e procurar recuperar uma componente maior desses benefícios. Não se compreende, por exemplo, que no ano em que entrou em vigor o novo regime do arrendamento urbano, que penaliza fiscalmente, em sede de IMI, os fogos devolutos, o orçamento municipal baixe a previsão desta receita. Ou não se fizeram bem as contas ou não há capacidade para cobrar a tempo e horas o que é devido. Numa palavra, a saúde financeira da Câmara, para ser sustentável, passa por identificar claramente o que são despesas a mais e o que são receitas a menos e depois agir sem hesitações.
16. Lisboa tem de ser governada à escala da capital que é. O bom governo deste território impõe que a liderança de Lisboa seja politicamente capaz de estabelecer pactos de cooperação institucional com todas as autarquias da área metropolitana. E que em todas as decisões do governo central que afectam a vida da cidade – em especial no lançamento de grandes infra-estruturas – a voz de Lisboa seja ouvida e tenha peso. Não é aceitável que se decida fazer um aeroporto na Ota sem ouvir a cidade de Lisboa. A competitividade económica de um país está cada vez mais ligada à competitividade das suas cidades. Lisboa tem de ter um papel muito maior em decisões que são determinantes para a sua capacidade atractiva e para o seu desempenho como capital do país, nos próximos trinta anos.
17. A governança de Lisboa também implica uma nova visão do mapa autárquico, por forma a adequá-lo às exigências actuais e futuras de uma grande cidade. Lançaremos neste mandato intercalar o debate sobre a reorganização das freguesias, que deverão ter um papel cada vez mais importante em tudo o que sejam políticas de proximidade. A área territorial das freguesias deverá ter de ser redimensionada, a exemplo do que tem sido feitos noutras grandes cidades, por forma a responder melhor às novas exigências e de acordo com um projecto de cidade aberto e participado. A reforma autárquica deste escalão mais próximo dos cidadãos é um projecto estruturante, que deverá ser proposto no próximo mandato e para cuja discussão convidamos desde já todos os autarcas eleitos neste mandato.
18. Apresento hoje a todos os lisboetas uma lista de candidatos que fiz questão de apresentar em conjunto. Todos fazem parte do meu plantel e é com todos que vamos entrar em campo. As capacidades e áreas de interesse de cada um estão espelhadas no brevíssimo currículo que vai ser distribuído. É apenas um começo. Esta lista está animada da firme intenção de se constituir numa equipa de trabalho, coesa e solidária, com liberdade de voto mas com convergência de motivações. É uma lista plural, em que me revejo e de que me orgulho. Reúne as competências técnicas e cívicas necessárias para devolver a cidade às pessoas e enfrentar com coragem e sem amarras as decisões difíceis que de nós se esperam. E é uma lista que dá voz e rosto à diversidade e à inclusão – dois dos mais importantes vectores da nova estratégia para Lisboa. Lisboa precisa de uma abanão forte. Uma cidade que já sobreviveu a guerras, cataclismos e pestes também saberá sobreviver a esta situação de emergência e desgoverno. O ciclo da opacidade, da suspeição e dos tacticismos partidários acabou. Não me intimidam os interesses instalados nem as teias de influência e amiguismo que vêm minando a nossa confiança na administração municipal. Acredito na generosidade das pessoas e na sua capacidade de darem o seu melhor, se assim quiserem. Saúdo todas as candidaturas que se apresentam a esta eleição intercalar, com espírito democrático e vontade de bem fazer. É minha firme convicção que uma cidade melhor e mais bem governada é possível e está ao nosso alcance. Acredito, como disse Mário Cesariny, que “haverá um grande acordar”. Cidadãos por Lisboa, mãos à obra!
quinta-feira, maio 31, 2007
Madeleine Mcann
quinta-feira, maio 24, 2007
Carne de Porco
“A crescente tendência para a homossexualidade tem que ver com o consumo de carne de porco na nossa sociedade”. Em que mundo é que nós vivemos meu Deus, pergunto-me eu!
Primeiro que tudo, é lá com eles, o facto de comerem ou não carne de porco.
E segundo, porquê esta perseguição aos homossexuais? Esta afirmação não tem nenhum fundamento, ainda para mais, não têm o direito de influenciar as pessoas desta maneira! Não se podem servir da religião assim... pelo menos é o que eu penso...
quarta-feira, maio 16, 2007
Maddy McCann
Isto da Maddy mexeu com as emoções de todos... Há pessoas que acham ridículo o facto de não se excluir os pais dela como suspeitos logo à partida, mas são todos suspeitos até provar contrário.
O que nós sabemos é que quem quer que tenha raptado a pequena Maddy, planeou a fuga também.
quinta-feira, maio 10, 2007
Sarkozy presidente...
sábado, maio 05, 2007
Sarkozy VS Royal
Por mim, a Ségolène Royal, uma mulher e ainda por cima de esquerda, seria a solução mais acertada e sem dúvida alguma transformaria França; visto que seria a primeira vez que uma mulher seria eleita presidente.
Bem, mas... só nos basta esperar para ver.
sexta-feira, abril 27, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
25 de Abril Sempre!
Esperemos que se continue a celebrar este feriado...
sábado, abril 21, 2007
Sócrates VS PSD
Não posso contestar esse facto, até porque está a ser investigado, mas penso que isto é a oportunidade de que o PSD estava à espera para assim denegrir a imagem do Primeiro-Ministro, para além de ter espalhado cartazes por todo o país.
Também não posso dizer que esteja mal, aliás, até acho que é muito inteligente o aproveitar desta situação. Ainda por cima, não podemos estar satisfeitos com o Governo do "Dr. Engenheiro", que até agora, só fez o contrário do que outrora prometera, daí o sentimento de revolta. É pena é que seja apenas uma revolta "interior", que não a consigamos exprimir:
Claro que quando passa na televisão a questão da Ota, as pessoas sabem o que aquilo significa. Podem não saber exactamente o que aquilo é, porém, como se trata do dinheiro "delas" que vai ser investido, elas preocupam-se e muito.
Mas o que é que a população faz? Revolta-se? Não! Em vez de isso, recorre à má língua, que é o método favorito dos portugueses... Nunca pensei chegar a dizer isto, mas é verdade... as revistas, os jornais etc, publicam cuscuvilhices, basicamente publicam aquilo que nós, inconscientemente queremos. E assim, põem a nu, por completo, a privacidade de um indivíduo, expõem-no... e arrisco-me a dizer que na maior parte das vezes, a "informação" nem fundamento tem...
quarta-feira, abril 18, 2007
Abelhas II (teorias)
Uns dizem que tal fenómeno se deve às radiações do telemóvel, que eventualmente, poderão interferir com as abelhas.
Outros dizem que é sinal de que uma catástrofe se aproxima...
Qual destas a melhor teoria? Bem, não sei mesmo...
sábado, abril 14, 2007
Festa no Liceu Francês
domingo, abril 08, 2007
Dia 5 de Abril: Dia das Mentiras
Pelo amor de Deus, ela pediu que tirassem fotos enquanto rapava o cabelo! Burrice?Curiosidade: No concurso dos mais burros da América, Britney ficou em primeiro lugar, seguida por Michael Jackson, George W. Bush, O.J. Simpson, Dick Cheney e Mel Gibson.
sábado, março 31, 2007
Abelhas a desaparecer...
As primeiras ocorrências sérias surgiram pouco após o Natal, no Estado da Flórida, quando os apicultores se depararam com o desaparecimento de inúmeras abelhas.
Os especialistas baptizaram esta síndrome de Distúrbio do Colapso das Colónias.
É realmente um mistério, pois muitas das vezes, não são encontrados "restos mortais" das abelhas. É realmente curioso, porque sempre que algo afecta o enxame, costumam sempre restar vestígios, mas neste caso, os corpos não são encontrados.
Depois, também há outro facto, que poderá ter ligação: as abelhas operárias têm vindo a fugir das colmeias, deixando a abelha rainha para trás- um comportamento atípico para estes insectos.
Nova Iorque é uma das cidades mais afectadas, e provavelmente parte das plantações de maçãs, ficarão sem polinização.
Enquanto que a incógnita não for desvendada, os apicultores temem que não haja abelhas suficientes para polinizar muitos dos cultivos que florescerão em breve, entre os quais, pêras, melões, pêssegos etc...
Observação: As abelhas, ao sugar o néctar das flores, permitem que o pólen passe de uma flor à outra, o que favorece a fertilização, e de uma certa maneira, que a fruta cresça.
quarta-feira, março 28, 2007
Grandes Portugueses -Final
Nunca pensei vir a saber que Salazar foi considerado o GRANDE PORTUGUÊS. Não entendo... durante anos impôs-nos a sua ditadura, nós tentámos mais do que uma vez tirá-lo do poder com golpes de Estado e agora consideramo-lo "GRANDE"! Grande porquê? Eu não o conheci, mas dizem que ele até nem era muito alto...
1º António de Oliveira Salazar - 41,0%
2º Álvaro Cunhal - 19,1%
3º Aristides de Sousa Mendes - 13,0%
4º D. Afonso Henriques - 12,4%
5º Luís de Camões - 4,0%
6º D. João II - 3,0%
7º Infante D. Henrique - 2,7%
8º Fernando Pessoa - 2,4%
9º Marquês de Pombal - 1,7%
10º Vasco da Gama - 0,7%
Número total de votos válidos recebidos: 159.245
Número total de chamadas recebidas: 214.972
quarta-feira, março 21, 2007
Opus Dei
As palvras "Opus Dei", derivam do latim, e em português significa "Obra de Deus". É uma seita, fundada por José-María Escrivá de Balaguer no dia 2 de Outubro de 1928 em Espanha (Madrid). Em 14 de Fevereiro de 1930, o seu fundador compreendeu que a instituição também deveria desenvolver o seu apostolado entre as mulheres, vindo, desta a forma a ser fundada, em 14 de Fevereiro de 1943, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, inseparavelmente unida ao Opus Dei.
Até ao dia 25 de Junho de 1944, o Opus Dei só teve um único sacerdote: o seu fundador e líder Josemaría Escrivá. Nesse dia mais três veteranos da Obra, todos engenheiros de formação, foram ordenados sacerdotes pelo Bispo de Madrid-Alcalá, D. Leopoldo Eijo y Garay. Entre eles encontrava-se Álvaro del Portillo, que mais tarde tomaria o lugar de Escrivá como Prelado do Opus Dei.
Bom, chega de história, vamos então passar à frente:
O objectivo principal da Opus Dei consiste em infiltrar-se no mundo do trabalho, especialmente os centros de poder político e as grandes empresas públicas e privadas, com indivíduos totalmente fiéis a esta seita, e comungando na ideologia ultra-conservadora desta. Conta três tipos de membros: numerários, supra-numerários, e agregados.
Os numerários, que se comprometeram a manter uma vida de pobreza, castidade e obediência, têm geralmente uma sólida formação universitária ou, alternativamente, podem ser herdeiros de grandes fortunas; vivem em casas da Obra, são celibatários, e contribuem com a totalidade do seu ordenado para a seita, sendo-lhes atribuido por esta, algum dinheiro de bolso para as despesas diárias mínimas, nomeadamente a alimentação
Os membros agregados são pessoas sem formação universitária, ou, mais raramente, licenciados que têm familiares a cargo. Não vivem alojados em casas da seita, mas assumem os mesmos compromissos que os membros numerários, efectuando também o mesmo trabalho apostólico. Alguns deles têm também como funções efectuar reparações (de graça!) nas casas da OD.
Os supra-numerários são pessoas casadas que constituem a face socialmente mais visível da organização. Apesar de lhes ser permitida uma menor disponibilidade para o trabalho apostólico, estes membros participam semanalmente em encontros com responsáveis religiosos, que asseguram a fidelidade destes membros por diversos meios, nomeadamente através da confissão. Também contribuem com importantes quantias monetárias.
Se tudo isto vos choca... parem um pouco, respirem fundo, porque o que se segue é pior...
A auto-flagelação com uma corda é uma das formas de mortificação E-N-C-O-R-A-J-A-D-A-S!
A iniciativa "Rock in Rio" é organizada pelo Opus Dei, e tem lugar em Portugal, pela primeira vez, em 2004.
O filme "O Código Da Vinci", lançado em 2006, e que causou grande polémica, é proibido em vários países asiáticos, por conter cenas de auto-flagelação, enquanto que é do conhecimento mundial que tal existe.
Passamos às citações do Escrivá de Balaguer:
(Sobre a auto-estima)
«- Nega-te a ti mesmo. - É tão belo ser vítima.» (Caminho, 175); «Quando te vires como és, há-de parecer-te natural que te desprezem.» (Caminho, 593); «Não te esqueças de que és... o depósito do lixo. (...) Humilha-te; não sabes que és o caixote do lixo?» (Caminho, 592); «Não és humilde quando te humilhas, mas quando te humilham e o aceitas por Cristo.» (Caminho, 594); «Mortificação interior. - Não acredito na tua mortificação interior, se vejo que desprezas, que não praticas a mortificação dos sentidos.» (Caminho, 181); «Onde não há mortificação, não há virtude.» (Caminho, 180).
(Sobre a dor)
«Onde não há mortificação, não há virtude» (Caminho, 180); «Bendita seja a dor. Amada seja a dor. Santificada seja a dor...Glorificada seja a dor!» (Caminho, 208).
(Sobre a liberdade)
«Obedecer... - caminho seguro. Obedecer cegamente ao superior... - caminho de santidade. (...)» (Caminho, 941); «Obedecei, como nas mãos do artista obedece um instrumento - que não pára a considerar porque faz isto ou aquilo, certos de que nunca vos mandarão fazer nada que não seja bom e para toda a glória de Deus.» (Caminho, 617); «Livros. Não os compres sem te aconselhares com pessoas cristãs, doutas e discretas. Poderias comprar uma coisa inútil ou prejudicial (...)» (Caminho, 339); «É má disposição ouvir as palavras de Deus com espírito crítico» (Caminho, 945).
quarta-feira, março 14, 2007
Gato Fedorento

quinta-feira, março 08, 2007
Dia da Mulher
Disse por acaso a uma pessoa (do sexo feminino) que hoje era o Dia da Mulher, pensando que esta, não se lembrava. Ela esteve então a explicar-me que para ela, era um único dia dedicado à mulher, e 364 dias dedicados ao homem... Ora, isto deu-me realmente que pensar... Por um lado, temos o lema "Mais vale um pássaro na mão que dois a voar", ou seja, mais vale um dia dedicado à mulher, do que nenhum, porém, do outro lado temos o lema do famoso "Tudo ou nada"... Não sei o que vocês pensam, só que eu pelo menos tenho muitas dúvidas, dá mesmo que pensar... De qualquer maneira, um bom Dia da Mulher!
quarta-feira, março 07, 2007
Grandes Portugueses
É uma estupidez os "Grandes Portugueses"... a RTP1, que costuma ter programas interessantes... culturais...
Que diferença fará o facto de ganhar Camões, Salazar, ou Pessoa?! Para nós, não fará diferença nenhuma, penso que não podemos ver as coisas deste perisma, pois cada um contribuiu para Portugal (estou farta de dar voltas à cabeça e continuo sem perceber com que é que Salazar contribuiu, mas hei-de lá chegar). Para nós, haverá sempre um grande português especial, e isso não terá com certeza nada que ver com os debates desse programa.
quinta-feira, março 01, 2007
Séries educativas, ou será que não?!
Uma coisa é falarem sobre o sexo e nos seus contraceptivos. Recentemente vi um episódio e a personagem "Lourenço" queria ter um curso de Sexo Tântrico e andava à procura de pessoas para se juntarem ao curso. Mas que é isto?! Esta série televisiva é vista por C-R-I-A-N-Ç-A-S! Muitas delas mal sabem o que é o sexo, quanto mais, "sexo tântrico". E depois por muito que os pais queiram explicar, não vão conseguir, pois não têm maturidade suficiente para entender.
Quando pedem para definir os "Morangos com Açúcar", ou das duas uma: ou dizem que é uma série educativa para jovens, etc. ou dizem que é uma série com um só propósito: o de fazer subir as audiências. Depois ainda há os que dizem que, sim senhor, os 'Morangos são uma série educativa, porém, mal interpretada pelas pessoas que assistem. Mas como é que crianças de seis, sete, oito anos vão interpretar?! A vida não é só sexo, muito menos feita de pessoas boas ou más, e com aqueles lemas do género: "O bem vence sempre o mal", ou "Se fizeres coisas boas vais ser recompensado", e por aí fora! Os "Morangos com Açúcar" são uma série com cenas muito infantis, o que até se percebe, pelo facto de terem um público mais jovem, mas o problema é que não dá para se encaixar cenas, que eventualmente não vão ser interpretadas correctamente.
Ontem, assisti à série, e a personagem "Manel" (Manuel), teve uma ejaculação precoce. Agora digam-me, como é que uma criança de oito anos deve interpretar isto?
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Óscares
"Entre Inimigos" (The Departed) foi claramente o grande vencedor da 79.ª edição dos prémios ao arrecadar os Óscares de Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Realizador e Melhor Montagem.
Helen Mirren foi considerada a melhor actriz, pelo seu desempenho no filme "A Rainha".
Forest Whitaker ganhou por sua vez, o óscar de melhor actor, pelo seu desempenho no filme "O último rei da Escócia".
Só falta um óscar para Portugal, mas até lá...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Alberto J. Jardim ou Hitler?
Alberto João Jardim avançou com a demissão — provando que "não estar agarrado ao poder", segundo as suas palavras — com o anúncio prévio de que irá recandidatar-se. "Coloco-me nas mãos do povo, mas ao recandidatar-me à liderança do governo regional demonstro que não fujo, nem abandono, quando as circunstâncias estão insuportavelmente muito mais difíceis", sublinhou. O presidente demissionário considera que esta "é a hora de afirmação" dos madeirenses. "Esta é a oportunidade para os madeirenses mostrarem ao país e ao mundo, através do direito de voto de cada um, que repudia a desigualdade e a injustiça", reforçou. Num discurso de nove páginas, o início foi de críticas directas aos socialistas e ao Governo de José Sócrates, que acusou de "instrumentalizar o Estado para fins partidários" e de proceder "à alteração ditatorial das regras democráticas" com a nova Lei das Finanças Locais.
Se quiser mais informações e/ou mais detalhes, http://www.publico.clix.pt/ .
Vamos ver no que é que isto vai dar... Mas cá para mim, o Alberto João Jardim vai ganhar as eleições, provando assim, que é um grande mainupulador de massas (como o nosso amigo Adolf Hitler, por exemplo). Porém, infelizmente, para grande parte da população, isso simbolizará o facto de ele ter os portugueses do lado dele (é o que eu digo: pura manipulação)...
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Resposta a solitarioh2005
Não tem nada que ver o facto de ficar bem o mal o dizer-se que se é a favor ou contra o aborto:
Primeiro Ponto: Se "nós" dizemos que muitos dos que são contra, o são, porque fica mal dizer-se que se é a favor, então eles também podem dizer que fica mal dizer-se que se é contra, sabendo que a lei não está a ser aplicada (argumento utilizado por Marcelo Rebelo de Sousa no "Assim não").
Segundo Ponto: Volto a repetir (parecendo que não, isto cansa, tem-se a sensação que escrever não serve de nada, pois ninguém nos ouve, ou só ouve o que quer ouvir), não se trata de ser contra ou a favor do aborto, trata-se da sua D-E-S-P-E-N-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O! Ou seja, a mulher passa a ter um direito sobre o feto ATÉ ÀS DEZ SEMANAS, combatendo assim o aborto clandestino, que ao ser praticado, põe em risco a saúde e vida da mulher; não sendo assim punida. Se fosse a L-I-B-E-R-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O, então não seria limitado.
Pois eu digo aos que são a favor do NÃO, uma das maneiras de impedir que tantas mulheres façam abortos (pelo menos menores, o que já é um avanço), é haver Educação Sexual em todas as escolas, sem excepção, mostrando-lhes assim os meios de contracepção.
E meu caro solitarioh2005, quando diz que o melhor é o governo subsidiar infantários, e/ou aumentar o subsídio para as mães solteiras, etc (ver comentário do post anterior), quanto a mim, é pura demagogia.
domingo, fevereiro 18, 2007
ABORTO: Votar por votar
Acho incrível que, numa das sondagens feitas antes do dia do referendo, tenham mostrado uma percentagem de pessoas (e não eram assim tão poucas), que nem sequer sabiam que a questão da despenalização do aborto, estava a ser discutida, e que dia 11 de Fevereiro de 2007, se iria votar.
Também acho incrível o facto de, numa reportagem da RTP2 (o programa é o "Pica"), terem entrevistado jovens na rua(menores), perguntando-lhes o que era o referendo da despenalização do aborto e... praticamente nenhum sabia o que era, porém, a maior parte insistiu em explicar (por muito absurda que a explicação fosse). Depois, a pergunta mais esperada: "És contra ou a favor?", ora, se quase nenhum sabia o que era, obviamente que, não deram uma justificação aceitável para a sua escolha: "todos" diziam que não, afirmando que eram totalmente contra o aborto; quando a questão que é colocada é a da despenalização deste.
Pode parecer muito óbvio ter de dizer mais que uma vez qual a questão colocada, mas a verdade é que nunca é demais, o que se veio a confirmar depois de se votar. Acho uma vergonha a abstenção, sim, é verdade, porém, votar por votar, também não defendo!
sábado, fevereiro 17, 2007
A Igreja utiliza a sua influência para dissuadir
Eu pensava que a Igreja nada mais iria dizer de surpreendente acerca da despenalização do aborto, sobretudo porque o SIM já havia ganhado, mas enganei-me:
Estava deitada no sofá a pensar "Enfim férias... Não terei nada para fazer senão relaxar... Não vou ter de escrever tão regularmente no Cantinho da Chatarina" etc, quando ligo a televisão e ouço o seguinte vindo da Igreja: «O voto honesto é o voto NÃO». Como ousa a Igreja influenciar desta maneira os Portugueses?! Como?! Não tem justificação possível, cada qual vota o que quiser, independentemente da sua religião! Agora por se ser cristão tem-se obrigatoriamente de pensar como a Igreja pensa? Ou pior: votar no que a Igreja defende? Lá por se acreditar em tal deus não quer dizer que vivamos em função dele, certo?
Estava mais tarde a dar uma voltinha no YouTube, quando vi a resposta de um certo user a um dos meus comentários sobre o Aborto. Eis o que ele escreveu:
«Amiga c*... talvez não saibas ou nunca ninguém te disse: as convicções religiosas não são para ser vividas só numa contemplação... mas têm a ver com as escolhas de cada dia... é um modo de ser e de agir... assim o fez Jesus!»
Mas é que mundo é que vivemos, caramba? Só tem de ser assim, se nós quisermos que assim seja! Quando uma pessoa adere a uma religião, tem só que ver com as suas convicções, e só a ela lhe cabe de decidir como viver! É um direito que temos por lei! Não quero saber se vou para o Inferno ou para outro sítio qualuqer por estas palavras que aqui menciono, isto é uma democracia, posso dizer tudo o que me apetecer: não insulto ninguém, não vou contra nenhuma lei, apenas tento criticar tudo o que, no quotidiano acontece, e partilhando as minhas ideias com outras pessoas e se querem saber, eu estou-me nas tintas se as pessoas não são da mesma opinião, estão no direito delas! Mas o que me irrita profundamente é, utilizar-se a sua influência, para dissuadir as pessoas de certas coisas, como a Igreja o fez (e faz) e é isso que se tem de combater.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Não ficamos por aqui!
"No dia 11 de Fevereiro de 2007, chegou ao fim uma situação que nos envergonhava a todos. Os Jovens, que foram quem mais se absteve em 1998, foram quem mais votou agora.
Pois foi, ganhámos. Ganhámos porque participámos, porque fizemos uma campanha intelectualmente honesta, porque o voto jovem foi decisivo e, sobretudo, porque contribuímos para o começo do fim do aborto clandestino em Portugal.
Passados os festejos (que os houve, pois claro; só os hipócritas é que não comemoram as suas vitórias, e para nós a dignidade da mulher é algo que deve ser celebrado condignamente), continuamos por aqui. Porque a educação sexual nas escolas ainda não existe, porque a contracepção tem de ser uma realidade acessível, e porque uma sexualidade informada e consciente é um direito e a única maneira de combater a gravidez entre as adolescentes. E porque teremos uma palavra importante a dizer aquando da regulamentação da lei sobre interrupção voluntária da gravidez.
Por isso para nós o dia seguinte não é tempo de balanços e despedidas. É antes a altura ideal para lembrar que é a partir de agora que se prova que afinal somos todos pela vida, pela informação, pela educação. Seja obviamente bem-vindo quem vier por bem."
Concordo plenamente com tudo o que dizem, até porque o facto de ainda não haver Educação Sexual em todas as escolas, sabendo que há mães cada vez mais novas, por não saberem de meios de contracepção, é um ESCÂNDALO!
terça-feira, fevereiro 13, 2007
YouTube
Para aqueles que não sabem, passo a explicar: o YouTube é um site no qual se pode pôr vídeos, partilhando-os com toda a gente, ou pura e simplesmente, com um número restrito de pessoas. Ora, este site é adorado por uns e não tanto por outros, pois apesar de dar a oportunidade às pessoas de se exprimirem em frente a uma câmara, mostrando-o a quem quiserem, também é utilizado para pôr filmes, séries, novelas, etc..., não respeitando os direitos de autor. Apesar de estar nas regras do site não se poder pôr esse tipo de vídeos, a maior parte das vezes, não é respeitado.
Para terem uma ideia, há talentos no YouTube, que deviam ser aproveitados, por exemplo:
http://www.youtube.com/watch?v=suUoYEl_a4A&NR Há também uns que compõem as suas próprias músicas:
http://www.youtube.com/watch?v=2nfHJR9U3XQ
Estes são apenas exemplos, o YouTube é um mundo em que se pode partilhar tudo o que quisermos com os outros e vermos o que os outros têm para nos mostrar.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Século XXI, nice to meet you!
domingo, fevereiro 11, 2007
Vitória do SIM!
Há oito anos as pessoas não votaram, segundo dizem, por causa das férias. Este ano, voltou a passar-se o mesmo, ou seja, abstenção de mais de 50% das pessoas recenseadas. Só que este ano o pretexto, evidentemente, é outro: o mau tempo! Pois eu digo a essas pessoas, que outras, atravessaram o país inteiro só para votar e que, realmente devem ter uma sensação de ter sido em vão, pois os outros cidadãos não usufruem do seu direito ao voto. Antes, era totalmente contra o facto de em certos países ser-se obrigado a votar, mas agora estou cada vez mais com dúvidas... Não se lutou para que a despenalização do aborto não fosse uma decisão apenas entre partidos? Então depois de se atingir esse objectivo deita-se fora a possibilidade de votar, assim sem mais nem menos?
Dia 11 finalmente chegou!
aborto neste blog, criticando certas opiniões etc... Mas finalmente chegou o dia, em que se vai decidir se o aborto vai ser despenalizado!
Para mim ou das duas uma:
- ou o aborto não é despenalizado e a lei tem obrigatoriamente de ser aplicada, punindo a mulher que se sujeita a tal (porque estou farta da hipocrisia com que esta lei é tratada).
- ou o aborto é despenalizado e aí tem de se modificar a lei, para que jamais uma mulher tenha de se sujeitar a condições péssimas para abortar (ou ter de ir a Espanha, só para o fazer). E também de ser punida por praticá-lo.
Já sabe, a escolha é sua, está nas suas mãos, não importa se vota sim ou vota não, pense bem e vote, para contribuir para a diminuição da abstenção!
sábado, fevereiro 10, 2007
Dia 11 aproxima-se...
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
SIM

Eis o que um dos panfletos do "Sim" diz. Apesar de estar plenamente de acordo com tudo o que lá está escrito e de estar tudo claríssimo, sem contradições algumas, devo dizer que talvez não "tenhamos" escolhido a melhor forma de cativar as pessoas para votarem sim... Nós explicamos bem as nossas ideias, mas o "Abortar é matar" fica mais na cabeça das pessoas... Por mais absurdo que seja, as pessoas vão mais nessa conversa... Depois do que o Marcelo decidiu dizer (do facto desta pergunta ser mentirosa), o "Sim" tem descido a pique: uma sondagem feita recentemente revela que já só estamos com 51% dos votos. Soube até recentemente que nos panfletos do "Não" aparece a frase "Se a tua mãe te tivesse abortado, hoje não estavas cá para votar SIM!" e depois rematam com "Como ela não te abortou, vota NÃO".
Agora talvez seja tarde demais para novas ideias mas... criticar está-me no sangue!
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Altas Temperaturas
É um disparate a Terra estar dividida em tantos países e continentes, pois na prática não vale de nada! Vou dar-vos o exemplo do Prestige (se não se lembram o que é, passo a lembrar: o Prestige é aquele petroleiro que se afundou na costa galega e que provocou uma maré negra). O Prestige pode ter-se afundado na costa galega, mas o facto é que afectou o mundo inteiro e não apenas Espanha, que ainda tentou empurrá-lo para Portugal, para ver se não saía tão prejudicada. Muitas vezes me coloco a seguinte questão: Porque será que temos tantas línguas, tantos países e continentes? Porquê esta rivalidade toda? Não somos todos iguais, ou isso é só na teoria? Porque é que a Igreja diz que somos todos filhos de Deus, se depois O utiliza como pretexto para as guerras? A teoria não pode ser tão diferente da prática! Ou pelo menos não deveria ser...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Quer seja pelo sim ou pelo não, tem de votar!
Claro que, como já disse muitas vezes, eu sou a favor da despenalização do aborto, e gostaria que o "Sim" ganhasse:
Ponto nº1: O movimento do "Não" tenta chegar à sensibilidade das pessoas, tentando tocá-las ao dizer: «Abortar é estar a matar alguém» ou coisas desse género.
Ponto nº2: Um movimento não se pode basear única e exclusivamente na frase: «Abortar é matar».
Ponto nº3: Não têm o direito de usar o partido para influenciar as pessoas.
Ponto nº4: A religião não é para qui chamada, logo, temos de pô-la de parte quando formos escolher entre o "Sim" e o "Não".
Ponto nº5: Dizem que as mulheres que abortam não têm de ouvir ninguém e é «Abortar porque sim», mas muito sinceramente, penso que uma coisa dessas fica marcada para a vida inteira e a pessoa que vai abortar tem consciência disso, senão não o faria (não é uma decisão que se tome de cabeça quente).
Ponto nº6: O aborto sempre existiu e nunca ninguém disse nada. Ora, se sempre exisitu e se ainda hoje, com todos os contraceptivos que temos ele ainda é praticado, porque é que uma mulher tem de ser julgada apenas por ser uma em milhões a fazê-lo?
Último ponto (mas não menos importante): Actualmente, os abortos são feitos em condições péssimas, pondo em risco a saúde e a vida da mulher que o faz. Não seríamos o primeiro nem o último país em que o aborto fosse feito no Hospital, onde todas as outras intervenções cirúrgicas são feitas.
domingo, janeiro 28, 2007
Resumo da Semana (e eventos recentes não mencionados noutro post)
O Abbé Pierre, um importante sacerdote francês que, durante a Segunda Guerra Mundial se dedicou a salvar pessoas que estavam a ser perseguidas pelo narcisismo e que iniciou o “Movimento Emaús” (o “Movimento Emáus” é uma proposta de solidariedade para os pobres, baseado no lema “A força da partilha”), morre assim, a 22 de Janeiro de 2007 em Paris aos 94 anos.
Segundo um estudo americano, 77% das pessoas que morreram ao volante o ano passado foram homens, parece que esta é a prova dos 9 de que os homens precisavam para perceber de vez que o provérbio “Mulher ao volante, perigo constante” está totalmente errado, mas será que este estudo mudará em algum sentido o ego e a sensação de superioridade dos homens? Eis outra boa questão…
sábado, janeiro 27, 2007
Homossexualidade, um problema?
Já viram?: Nós preocumamo-nos com o que vamos fazer para o jantar, o que vamos vestir, etc, porém, se formos a ver, há pessoas com problemas, como por exemplo a homossexualidade. Ora, porque é que isto há-de ser um problema? Só por serem diferentes de nós? Porque é que discriminamos os homossexuais? "Problema" é uma palavra demasiado pesada para esta questão. A homossexualidade não é em si um problema, nós, com certas atitudes supracitadas, é que fazemos com que seja visto deste perisma. Em geral tratamo-los de uma forma cruel, como se eles tivessem culpa de ser diferentes. Aliás, na maior parte das vezes passam-nos despercebidos, pois obviamente não têm que andar com uma etiqueta a dizer "sou homossexual" estampado na testa. Podem achar que o "exemplo" que eu dei é completamente absurdo, mas se formos a ver não é assim tanto. Antigamente, por causa de pessoas assim, os judeus tinham que andar com uma estrela e outros promenores, para que as pessoas pudessem assim fazer a "triagem", para evitar que houvesse "misturas". Um judeu que fosse apanhado pela polícia e não andasse com a estrelinha podia inclusive ser punido severamente.
Isto da homossexualidade leva-nos também para o campo da religião e da Igreja, que sempre apoiou o mais forte, e que foi sempre contra a mudança. Ela sempre disse ser a favor dos desfavorecidos, só que a verdade é que isso é mais teoricamente e também o que se conta às criancinhas para crescerem com uma "visão cor-de-rosa" da vida.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Será que a Igreja tem poder a mais?
Às vezes eu fico a reflectir e coloco-me a seguinte questão: Será que pessoas como o Bush, à noite não têm insónias ou bombardeamentos de críticas feitas pelo subconsciente?! Infelizmente chego sempre à mesma conclusão: pessoas como ele esquecem-se que não estão sozinhas no mundo, de que a sua decisão e opinião pública significa muito mais do que a sua pessoal (na verdade, afecta o mundo inteiro) e de que há sempre outra solução para além da guerra...
Já reparam? A questão "Será que a Igreja tem poder a mais" leva-nos para outras questões, como se fossem ramificações ou uma coisa do género. E não é assim tão fácil de responder. Pensem o que quiserem que eu continuo a pensar que sim, que tem poder a mais (até mesmo na questão do aborto, porém, isso já é outra questão).
domingo, janeiro 21, 2007
Resumo da Semana
Agora para poderem ver o lado do "SIM", dêem uma vista de olhos a este vídeo, onde o Ricardo dos "Gato Fedorento" dá a cara:
Será que o movimento "Sim" vai ganhar? Isso já não sei, agora se este país não muda em breve, não sei onde irá parar...
Resumo da Semana
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Salazar encontra-se entre os "Grandes Potugueses"
domingo, janeiro 14, 2007
Resumo da Semana
Alguns cardeais discursaram, dizendo que a Igreja é totalmente contra o aborto de livre vontade, ou seja, que só aceita o aborto quando houve violação ou quando há possibilidade de o feto ter deformações.
Eu acho incrível! Realmente só no nosso país: nada de interessante passa na televisão (nos quatro canais). Reparem só:
Na TVI, nada para além dos filmes e de algumas telenovelas, tem qualidade. Podem por exemplo prestar atenção ao Jornal Nacional, que, em abertura, desvaloriza um acontecimento importantíssimo e que prefere referir o resultado de um jogo de futebol, só que infelizmente, isso não se passa apenas na TVI, mas sim em todos os canais. Talvez fosse também importante referir que os reality show que já passaram por este canal, prenderam muitas pessoas ao ecrã. Agora muito sinceramente, a ideia em si da "Quinta das Celebridades" até pode ser engraçada, mas fazerem mais que uma é um abuso, ainda por cima, ao ver esse tipo de programas, estamos apenas a descobrir como tal celebridade age na intimidade e como reage com certos desafios. Ainda por cima, tudo isto se passa com o consentimento de cada VIP, que aceitou ir para esse programa, única e exclusivamente para ganhar dinheiro, que é pago indirectamente pelo público, ao votar na celebridade preferida. Ou seja, recapitulando, uns quantos VIP vão para uma casa (e não podem sair de lá), enfrentam alguns desafios, o que diverte o público, só que este último, tem de pagar por esse divertimento, ainda que indirectamente.
A SIC também não fica atrás: teve o programa "Os Acorrentados", que à partida era para fazer concorrência ao Big Brother da TVI, mas que nem de longe nem de perto o conseguiu. Pouco se falou do vencedor, enquanto que o Zé Maria (vencedor do Big Brother) passou a ser muito querido junto do público português, dando origem a um programa, igualmente da TVI, apresentado por Rita Salema. Mais se falou nos "Ídolos", um programa agradável de se ver e especialmente, de se ouvir. A querida do pública era então a "Borboleta", ou Luciana Abreu, que ficou um pouco longe de ganhar. Ora, ela cantava realmente muito bem, mas em vez de a porem num projecto musical a sério, preferem pô-la na "Floribella", uma ama, que se dedica a tratar dos seus meninos, enquanto que tem uma banda e tenta realizar o seu sonho de casar com o seu príncipe encantado. Pelo amor de Deus, isto sim é o reflexo e a prova dos nove, de como a televisão portuguesa pode desperdiçar um talento, como a Luciana.
A RTP1 e a RTP2 parecem ser então os canais, que os portugueses menos vêem, mas que têm mais qualidade. Reparem nos programas da RTP2: educativos, comédias engraçadas... A RTP1, que agora celebra o seu 50º aniversário, tem agora uma série que promete "Nome de Código: Sintra", baseado nas obras de Ramalho Ortigão e Eça De Queirós. Estreou também há pouco tempo, uma tele-novela luso-brasileira "Paixões Proibidas", que tem um bom português, o que é raro encontrar-se.
Mudando um pouco de assunto, será talvez importante referir que sou a favor da legalização do aborto. É que este sempre foi praticado e, muito sinceramente duvido que algum dia deixará de o ser, porque, mesmo com um grande avanço da ciência, tudo continuará na mesma. Se agora temos contraceptivos quase infalíveis e se ainda se fazem abortos, então, por muito que a ciência progrida, tudo continuará na mesma.
Apesar de ser contra o facto de o aborto ser praticado, prefiro que ele seja praticado legalmente, com todos os cuidados, em vez de ser feito clandestinamente, o que pode aé prejudicar gravemente a mulher.
E depois, há um ponto a acrescentar: é completamente inadmissível que em pleno século XXI, mulheres serem condenadas à pena de morte, apenas por terem feito um aborto. Ainda para mais, o aborto não é matar-se alguém, mas sim, negar-se-lhe a vida, o que não é a mesma coisa.
Saddam Hussein condenado à pena de morte... Isso para mim também é um total disparate... Mas enfim... o que se há-de fazer?!


