Cheira tanto a Natal! Fui ontem beber o meu
Mocca Frapuccino (para me aquecer -
NOT) ao Starbucks dos Armazéns do Chiado quando para minha surpresa, um sabor a liberdade natalícia me anunciou a chegada de um indivíduo forte de grande pelosidade que aprecia descer chaminés. «Mas o que é isto da ''liberdade natalícia''», perguntam vocês. Não se sintam ignorantes se não vos parecer evidente; para mim esta quadra, que tem tudo para ser infeliz, consegue ser mágica, para os "piquenos" e graúdos. As férias só vêm dar o toque de "liberdade". Mas reparem no poder que detém esta época; tira-nos de casa, não só para vermos a iluminação, mas também para nos vermos uns aos outros. Dá-me grande prazer observar as pessoas à minha volta nesta altura do ano («Cusca!»), que por muito que digam, não são iguais. Nem todos temos a mesma concepção do Natal, mas uma coisa é certa: mudamos quando entramos no ano seguinte. Há quem peça desejos com as passas e quem faça promessas. Ora, isto só revela a nossa vontade de evoluir; somos seres em constante mutação, mas acima de tudo, seres que desejam uma mutação. Projectamo-nos muito no futuro e para quê? Acreditamos que estabelecendo a pouco e pouco alguns objectivos, viveremos
happily ever after. A vida é realmente feita de conquistas, mas não deixa de ser engraçado o facto de fazermos tanto a separação entre 2009 e 2010. Por vezes chego a pensar que me encontro num videojogo e questiono-me quantas vidas me restam (a resposta não costuma ser agradável). Não obstante, decidi fazer a minha listinha de desejos para o ano novo, mas desta vez, consciente de que vou ser eu a trabalhar para obter o que quero. «E o que queres?», indagam vossas excelências. Pois eu quero mudar! Vou trabalhar para um "eu" mais crescido, deixando de ser conformista. Sei que a passagem de ano não faz milagres, não ficarei diferente num estalar de dedos, porém, a força de vontade move montanhas - certamente me moverá a mim também.
Este post foi um tanto confuso, talvez por precisar de pôr a minha cabeça em ordem. Peço-vos desculpa pela sucessão de ideias sem nexo, mas tudo o que escrevi foi sentido (pelo menos há uns minutos, agora poderei ter mudado de ideias...).
Boas festas, caros visitantes a.k.a néant!