quarta-feira, janeiro 24, 2007

Será que a Igreja tem poder a mais?

A questão desta vez é: Será que a Igreja tem poder a mais? A questão pode parecer óbvia para os que são religiosos, o que não é de todo o meu caso. Na verdade, a questão é complicada... muito complicada... A palavra "igreja" em si é bonita, para muitos é um lugar onde se pode ficar em paz, até mesmo onde se pode confessar. Só que na maior parte dos casos é apenas utilizada como pretexto para se fazer a guerra e ainda por cima, com fins totalmente opostos e "superficiais", digamos. Outrora, até se criaram as cruzadas, com cavaleiros que tinham o direito de fazer tudo, desde sacar igrejas e matar todo o tipo de pessoas até violar mulheres, com a desculpa de que tinham o perdão eterno. Para mim não há coisa pior do que servir-se da religião como pretexto, porque é aí nesses momentos que se esquecem daquelas tretas do "somos todos iguais", "somos todos filhos de Deus", eles querem lá saber disso, desde que atinjam os seus fins, não há problema de prejudicar os resto das pessoas por utilizar os meios errados. Quando um país cristão vai fazer a guerra, parece que anda a fazer "propaganda" da Igreja e que a Igreja é a "patrocinadora" do país.
Às vezes eu fico a reflectir e coloco-me a seguinte questão: Será que pessoas como o Bush, à noite não têm insónias ou bombardeamentos de críticas feitas pelo subconsciente?! Infelizmente chego sempre à mesma conclusão: pessoas como ele esquecem-se que não estão sozinhas no mundo, de que a sua decisão e opinião pública significa muito mais do que a sua pessoal (na verdade, afecta o mundo inteiro) e de que há sempre outra solução para além da guerra...

Já reparam? A questão "Será que a Igreja tem poder a mais" leva-nos para outras questões, como se fossem ramificações ou uma coisa do género. E não é assim tão fácil de responder. Pensem o que quiserem que eu continuo a pensar que sim, que tem poder a mais (até mesmo na questão do aborto, porém, isso já é outra questão).

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