Realmente, de vez em quando apercebo-me do quão naif eu sou... Sabem quando têm aquela sensação de que nada mais vos pode surpreender vindo daquela pessoa e que depois, algo totalmente chocante e inesperado acontece? Pois é, é o caso.
Eu pensava que a Igreja nada mais iria dizer de surpreendente acerca da despenalização do aborto, sobretudo porque o SIM já havia ganhado, mas enganei-me:
Estava deitada no sofá a pensar "Enfim férias... Não terei nada para fazer senão relaxar... Não vou ter de escrever tão regularmente no Cantinho da Chatarina" etc, quando ligo a televisão e ouço o seguinte vindo da Igreja: «O voto honesto é o voto NÃO». Como ousa a Igreja influenciar desta maneira os Portugueses?! Como?! Não tem justificação possível, cada qual vota o que quiser, independentemente da sua religião! Agora por se ser cristão tem-se obrigatoriamente de pensar como a Igreja pensa? Ou pior: votar no que a Igreja defende? Lá por se acreditar em tal deus não quer dizer que vivamos em função dele, certo?
Estava mais tarde a dar uma voltinha no YouTube, quando vi a resposta de um certo user a um dos meus comentários sobre o Aborto. Eis o que ele escreveu:
«Amiga c*... talvez não saibas ou nunca ninguém te disse: as convicções religiosas não são para ser vividas só numa contemplação... mas têm a ver com as escolhas de cada dia... é um modo de ser e de agir... assim o fez Jesus!»
Mas é que mundo é que vivemos, caramba? Só tem de ser assim, se nós quisermos que assim seja! Quando uma pessoa adere a uma religião, tem só que ver com as suas convicções, e só a ela lhe cabe de decidir como viver! É um direito que temos por lei! Não quero saber se vou para o Inferno ou para outro sítio qualuqer por estas palavras que aqui menciono, isto é uma democracia, posso dizer tudo o que me apetecer: não insulto ninguém, não vou contra nenhuma lei, apenas tento criticar tudo o que, no quotidiano acontece, e partilhando as minhas ideias com outras pessoas e se querem saber, eu estou-me nas tintas se as pessoas não são da mesma opinião, estão no direito delas! Mas o que me irrita profundamente é, utilizar-se a sua influência, para dissuadir as pessoas de certas coisas, como a Igreja o fez (e faz) e é isso que se tem de combater.
sábado, fevereiro 17, 2007
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1 comentário:
Croire n'est pas obéir aveuglément. Certes, la foi est un guide, mais UN parmis tant d'autres (famille, amis, vie sociale, informations...). Trop de gens se laissent ainsi bercer, c'est rassurant d'être exempté de prise de décision.
Belle et saine colère ! Continue ainsi, je te prie, c'est si chouette de te lire.
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