As palvras "Opus Dei", derivam do latim, e em português significa "Obra de Deus". É uma seita, fundada por José-María Escrivá de Balaguer no dia 2 de Outubro de 1928 em Espanha (Madrid). Em 14 de Fevereiro de 1930, o seu fundador compreendeu que a instituição também deveria desenvolver o seu apostolado entre as mulheres, vindo, desta a forma a ser fundada, em 14 de Fevereiro de 1943, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, inseparavelmente unida ao Opus Dei.
Até ao dia 25 de Junho de 1944, o Opus Dei só teve um único sacerdote: o seu fundador e líder Josemaría Escrivá. Nesse dia mais três veteranos da Obra, todos engenheiros de formação, foram ordenados sacerdotes pelo Bispo de Madrid-Alcalá, D. Leopoldo Eijo y Garay. Entre eles encontrava-se Álvaro del Portillo, que mais tarde tomaria o lugar de Escrivá como Prelado do Opus Dei.
Bom, chega de história, vamos então passar à frente:
O objectivo principal da Opus Dei consiste em infiltrar-se no mundo do trabalho, especialmente os centros de poder político e as grandes empresas públicas e privadas, com indivíduos totalmente fiéis a esta seita, e comungando na ideologia ultra-conservadora desta. Conta três tipos de membros: numerários, supra-numerários, e agregados.
Os numerários, que se comprometeram a manter uma vida de pobreza, castidade e obediência, têm geralmente uma sólida formação universitária ou, alternativamente, podem ser herdeiros de grandes fortunas; vivem em casas da Obra, são celibatários, e contribuem com a totalidade do seu ordenado para a seita, sendo-lhes atribuido por esta, algum dinheiro de bolso para as despesas diárias mínimas, nomeadamente a alimentação
Os membros agregados são pessoas sem formação universitária, ou, mais raramente, licenciados que têm familiares a cargo. Não vivem alojados em casas da seita, mas assumem os mesmos compromissos que os membros numerários, efectuando também o mesmo trabalho apostólico. Alguns deles têm também como funções efectuar reparações (de graça!) nas casas da OD.
Os supra-numerários são pessoas casadas que constituem a face socialmente mais visível da organização. Apesar de lhes ser permitida uma menor disponibilidade para o trabalho apostólico, estes membros participam semanalmente em encontros com responsáveis religiosos, que asseguram a fidelidade destes membros por diversos meios, nomeadamente através da confissão. Também contribuem com importantes quantias monetárias.
Se tudo isto vos choca... parem um pouco, respirem fundo, porque o que se segue é pior...
A auto-flagelação com uma corda é uma das formas de mortificação E-N-C-O-R-A-J-A-D-A-S!
A iniciativa "Rock in Rio" é organizada pelo Opus Dei, e tem lugar em Portugal, pela primeira vez, em 2004.
O filme "O Código Da Vinci", lançado em 2006, e que causou grande polémica, é proibido em vários países asiáticos, por conter cenas de auto-flagelação, enquanto que é do conhecimento mundial que tal existe.
Passamos às citações do Escrivá de Balaguer:
(Sobre a auto-estima)
«- Nega-te a ti mesmo. - É tão belo ser vítima.» (Caminho, 175); «Quando te vires como és, há-de parecer-te natural que te desprezem.» (Caminho, 593); «Não te esqueças de que és... o depósito do lixo. (...) Humilha-te; não sabes que és o caixote do lixo?» (Caminho, 592); «Não és humilde quando te humilhas, mas quando te humilham e o aceitas por Cristo.» (Caminho, 594); «Mortificação interior. - Não acredito na tua mortificação interior, se vejo que desprezas, que não praticas a mortificação dos sentidos.» (Caminho, 181); «Onde não há mortificação, não há virtude.» (Caminho, 180).
(Sobre a dor)
«Onde não há mortificação, não há virtude» (Caminho, 180); «Bendita seja a dor. Amada seja a dor. Santificada seja a dor...Glorificada seja a dor!» (Caminho, 208).
(Sobre a liberdade)
«Obedecer... - caminho seguro. Obedecer cegamente ao superior... - caminho de santidade. (...)» (Caminho, 941); «Obedecei, como nas mãos do artista obedece um instrumento - que não pára a considerar porque faz isto ou aquilo, certos de que nunca vos mandarão fazer nada que não seja bom e para toda a glória de Deus.» (Caminho, 617); «Livros. Não os compres sem te aconselhares com pessoas cristãs, doutas e discretas. Poderias comprar uma coisa inútil ou prejudicial (...)» (Caminho, 339); «É má disposição ouvir as palavras de Deus com espírito crítico» (Caminho, 945).
A Opus Dei actua, seduzindo adolescentes em colégios católicos. Estes são inicialmente aliciados para participar em actividades em clubes católicos de tempos livres, onde jamais se menciona o nome "Opus Dei". Mais tarde, os mais brilhantes de entre estes jovens são convidados para participar em retiros de fim-de-semana, onde a endoutrinação é mais severa. Os jovens são levados a acreditar que só há felicidade no serviço de Deus, e que a única maneira correcta de servir Deus é dentro da seita Opus Dei. O papel da família é rapidamente suprimido pelo «director espiritual», que, sendo também o confessor, controla a vida privada.
Como é que não consegue ser combatida? Isto vai contra todos os nossos princípios! E mais: que é feito da liberdade? Sinceramente... não nos podemos conformar com a situação... claro que não acredito que basta estalar os dedos e o mundo passe a ser semelhante à utopia, porém... temos de começar por algum lado, as coisas não estão bem assim (nem por sombras!)...


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