
Minhas adoráveis criaturas, volto mais cedo do que o esperado. Estou mesmo com vontade de escrever, nunca vos aconteceu isto? É algo que não sentia há algum tempo, confesso.
Vamos directos ao assunto; hoje na aula de Espanhol, a propósito da obra Guernica de Pablo Picasso, começámos a falar de touradas (a associação não é evidente, mas lembrem-se de que no quadro, há um touro). Como é óbvio, eu não podia deixar de exprimir a minha opinião. A tourada é um espectáculo tradicional que atrai massas. Acabar com ela significaria por um lado, a extinção do touro bravo, já que este não é aproveitado para comer, e por outro, uma grande perda da nossa cultura. Pois bem, eu ABOMINO! Como é que no século XXI ainda existe isto? Um espectáculo que consiste em ver um animal ser torturado? Cultura? Não, honey; sadismo! Para começar, nem é um combate justo, tendo em conta que à partida já se sabe que o touro morre (ainda que em Portugal, não na arena) e que o adversário é um homem (ou mulher, peço desculpa se firo susceptibilidades) em cima de um cavalo, pronto a furar o animal com ferros (são farpas, eu sei). Então, este combate não perde todo o interesse que poderia ter inicialmente? Entendo que o Homem queira medir forças com um animal, mas não é o que acontece na tourada de certeza.
Não obstante, é o facto de sermos animais racionais, que nos permite agir como seres superiores. Ora, eu digo que ao ligar a televisão e ver um boi a ser perfurado como um queijo suíço, vejo tudo menos racionalidade. Digo que perdemos a humanidade de que tanto nos orgulhamos.


Sem comentários:
Enviar um comentário