domingo, fevereiro 28, 2010

brindas-me com o teu sorriso soturno

e olhar apagado

eu aproximo-me

envolvo-me nos teus braços afago a tua cara

beijo-te

tu afastas-te esquivas-te empurras-me

uma facada duas

três os meus olhos são água o meu peito é sangue

tento alcançar-te e agarro um fantasma

não te amo se te não toco

não te amo se és fumo de que foges

mostra-te sei que aí estás

aparece para eu te assombrar não

desaparece de vez

não quero ser estúpida ingénua gozada não

quero conhecer a dor não

quero sangrar e não morrer

só quero voltar

ao tempo em que era princesa

ao tempo em que o coração não era traidor


não quero amar


Devo dizer que o esqueleto deste texto escreveu-se praticamente sozinho. Eu só tive de fazer de intermediária entre a minha mente e o blog. Inconscientemente é que se dizem as verdades...

A minha família do Chile está bem felizmente!

Sim era mesmo para veres

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