A
minha cabeça está vazia às vezes, mas de tão cheia que está… Parece que o meu cérebro
se compartimenta, e cada área tem os seus neurónios a trabalhar para a construção
de um pensamento que só a ela lhe diz respeito. Tantas reflexões e tempos e desejos
diferentes. Teias de aranha que se interlaçam e se abraçam como serpentes.
As
pessoas são versáteis, trata-se de sobrevivência. Mas serei eu alguma vez com X quem sou com Y? Serei eu a mesma que fui ontem, hoje? Há cinco
minutos? E quando estou com X e Y ao mesmo tempo, conjugo quens sou
com cada uma delas?
Pode-se esperar tanta coisa duma pessoa, mas
quando se pensa no quão pouco linear ela é, como é que isso é justo? Estabilizar
na nossa cabeça um ser múltiplo e em movimento. Agarrar nos momentos que a
nossa memória decidiu manter e fazer um retrato (ou talvez um “gif”).
Cheeeese


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